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Natura encara Avon na guerra da beleza
Marca brasileira se prepara para disputar o mercado mundial com as gigantes dos
cosméticos
Fonte: O Estado de S. Paulo - SP, Economia, B-10
Vera Dantas

O disputado mercado internacional de produtos de beleza, ocupado por marcas
mundiais de peso, como Avon, L'Oreal, Nívea e Sara Lee, será a partir do
próximo ano o alvo da maior empresa nacional de cosméticos, a Natura. Depois de
uma bem-sucedida estréia no mercado de ações, em maio, a empresa consolidou
bases para a expansão no País a longo prazo e ganhou fôlego para avançar com
maior peso no exterior. A companhia, que no ano passado faturou R$ 1,9 bilhão,
deixa claro seu foco para os próximos anos: construir a marca Natura fora do
Brasil. Mas sem se descuidar do mercado doméstico, onde já briga com a líder
mundial no setor de vendas diretas, a gigante Avon. A experiência adquirida na
Argentina, Peru e Chile, onde a Natura está presente, servirá de apoio para um
salto maior. No fim do primeiro semestre de 2005, a companhia entrará no
México. O presidente da Natura, Pedro Luiz Barreiros Passos, considera
estratégica a conquista do mercado mexicano para uma empresa que deseja avançar
na América Latina e depois em outros mercados internacionais. Em três anos, a
Natura planeja investir em torno de US$ 20 milhões para conquistar este novo
espaço. "As empresas mais bem-sucedidas em venda direta estão lá," diz. Outros
mercados vizinhos, como Equador, Venezuela, Uruguai e Colômbia, também estão
sendo cuidadosamente analisados pela companhia. "Entre 2005 e 2007 vamos
concentrar nossas operações na América Latina", antecipa Passos. "Nos próximos
anos, a velocidade de internacionalização da marca será maior do que a
velocidade de crescimento no Brasil." O atrativo mercado europeu também está no
foco de expansão mundial da companhia. No primeiro trimestre de 2005, depois de
dois adiamentos por alterações de cronograma, a empresa deve fincar sua
bandeira em Paris, com uma loja de varejo, possivelmente em Saint-Germain de
Près. Será a primeira experiência da Natura de venda em loja. Em dois ou três
anos, o conhecimento adquirido com este novo modelo dará fôlego para a Natura
ir adiante. "Será um aprendizado para um posterior crescimento no oeste
europeu." A venda direta - conhecida também como porta a porta -, modalidade
dominada pela Natura com suas 375 mil revendedoras, não tem boa aceitação na
Europa, explica o presidente da empresa. Teste - A loja de Paris será um teste
para a aceitação da marca e principalmente do conceito e das propostas da
empresa. A Natura venderá aos europeus apenas os produtos da linha Ekos, que
emprega princípios ativos de plantas extraídas de maneira sustentável da
biodiversidade brasileira. "A marca tem valores de forte apelo universal." O
Leste Europeu e o mercado norte-americano, explica Passos, ficariam para um
novo ciclo de expansão da companhia, após a consolidação dos mercados latino e
do oeste europeu. A estréia da Natura na Bolsa de Valores de São Paulo
surpreendeu a empresa e o mercado. De maio a setembro, as ações da companhia
tiveram valorização superior a 60%, enquanto o índice da Bolsa de Valores
(Ibovespa) subiu no período 18%. Mas Passos diz que não há planos, por
enquanto, de a empresa ir ao mercado para buscar recursos para a expansão. A
Natura fechou o primeiro semestre de 2004 com um lucro líquido de R$ 123,5
milhões, um salto e tanto ante o lucro líquido de R$ 16,9 milhões obtidos em
igual período de 2003. Para Passos, a empresa apenas começa a colher todos os
investimentos feitos no período de 1999 a 2001. "Investimos pesado em
logística, no relacionamento com as consultoras, em um novo centro de produção,
em marketing e, sobretudo, no compromisso com o desenvolvimento sustentável."

Mercado passou longe da crise em 2003 com vendas de R$ 11 bi

O mercado de cosméticos, perfumaria e higiene pessoal movimentou no Brasil no
ano passado R$ 11 bilhões. Foi um dos poucos que passou ao largo da crise que
atingiu outros setores da economia. Dados da entidade que representa o setor
(Abihpec) mostram que as empresas de produtos de beleza em 2003 tiveram um
crescimento de vendas de 14,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. A
projeção do setor para este ano é atingir vendas de R$ 13,1 bilhões, o que
representará um aumento de 19% em relação a 2003.
 Do total das vendas efetuadas, o varejo teve a maior fatia. Entre os canais de
distribuição dos produtos da indústria, as vendas em lojas tiveram 38% de
participação. O atacado ficou com 34%, seguido pela venda direta com 24% de
participação. As franquias, tiveram apenas 4% do mercado. A vaidade da
brasileira é um grande negócio. "Aqui a mulher dá muito importância à beleza",
diz a vice-presidente de marketing da Avon, Silvana Cassol. Uma pesquisa
contratada pela companhia, feita com 21 mil mulheres em 24 países, revela que
no Brasil os produtos de beleza são considerados uma necessidade e não um luxo
para 87% das entrevistadas. Para mulheres de outros países, esta afirmação é
válida para 77%. Quase 90% das brasileiras dizem que se esforçam muito para ter
uma aparência melhor. Já nos outros países, esta é uma preocupação para 67% das
entrevistadas.

 

Brasil é o 3º em consumo de cosméticos

Fonte: Folha de S. Paulo

O Brasil é o terceiro país que mais consome cosméticos no mundo. Segundo dados
do instituto de pesquisas Euromonitor, as vendas chegaram ao valor de US$ 18,2
milhões em 2006, 26% maiores que no ano anterior.

Para João Carlos Basilio da Silva, presidente da Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Cosméticos), o país ainda precisa reduzir as cargas tributárias do setor para manter a trajetória de crescimento.

 

NOTÍCIAS SOBRE SAÚDE

 

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Farmácias devem se cadastrar no SNGPC a partir do dia 2/5
ANVISA
Brasília, 5 de abril de 2007 - 15h25

O Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) é, de acordo
com o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello, um programa de fácil
uso e funcionamento. Ele explica que, a partir do dia 2 de maio, as cerca de 70
mil farmácias e drogarias do Brasil e os seus responsáveis técnicos deverão se
cadastrar no sistema, além de inventariar o estoque do estabelecimento. O prazo
para adoção do SNGPC é até maio de 2008.

Os dados serão repassados à Anvisa pela Internet pelo padrão XML. Após a
habilitação, os pontos de venda deverão atualizar os dados sobre a movimentação
de estoque, pelo menos, uma vez por semana.

"Se não houver transmissão em sete dias, o sistema informará a falta dos dados à
vigilância sanitária. A informação deverá ser repassada mesmo que não haja
movimentação no estoque", ressalta Dirceu.

O sistema

O Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados é um programa
informatizado de captura e tratamento de dados que irá monitorar a produção,
circulação, comércio e uso de medicamentos sujeitos a controle especial, como
anorexígenos (medicamentos usados para emagrecimento), psicotrópicos,
entorpecentes e anabolizantes.

O SNGPC possibilita a transmissão eletrônica de dados, pela Internet, que é
adaptável a qualquer tipo de estabelecimento e condições de operação. Basta,
apenas, a existência de um computador com capacidade de conexão e uma linha
telefônica.

O responsável pela farmácia ou drogaria deverá repassar dados sobre compra,
venda, transferência e até perda de medicamentos, com detalhes como nome do
médico prescritor e do estabelecimento distribuidor, forma farmacêutica,
concentração, quantidade na embalagem, lote, classe terapêutica, estado físico
e unidade de medida dos produtos. A regra vale tanto para manipulados quanto
industrializados.

 

NOTÍCIAS SOBRE SAÚDE

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Drogarias miram o interior paulista para crescer
Fonte: DCI - SP


As redes de farmácias se preparam para entrar no interior paulista, onde a
competitividade com grandes redes ainda não está tão acirrada e há espaço para
crescer, aproveitando-se da excelente renda per capita da região.

A exemplo, a Drogaria São Bento, rede sul-mato-grossense que atua nos estados do
Centro-Oeste aposta no interior paulista. Fundada há 58 anos e com 57 pontos de
venda, a drogaria abriu o canal com a região interiorana paulista após a
inauguração de uma loja em Itu, em agosto de 2003.

No ano passado, a empresa abriu uma unidade modelo em Dourados (MS), onde além
dos medicamentos, grande parte do espaço interno foi direcionado aos produtos
de saúde e beleza.

A São Bento conta com um cartão, para clientes preferenciais e aposentados, como
forma de atrair a clientela. Com o cartão, os clientes podem comprar produtos
selecionados com até 50% de desconto.

Fabricantes de genéricos buscam novos mercados
Fonte: Gazeta Mercantil (03/04/2007)
Iolanda Nascimento


Depois de ganhar a batalha para entrar no mercado brasileiro de hormônios e
contraceptivos, o que ocorreu após dois anos de negociações, os fabricantes de genéricos instalados no País começam agora a travar mais uma guerra. A Pró Genéricos, entidade que reúne as empresas do setor, começa a articular uma ação para que a indústria possa disputar novos mercados como o de fitoterápicos, vitaminas e sais minerais e, particularmente, o de medicamentos isentos de prescrição médica, os chamados OTC ou MIP, que contenham mais de uma substância ativa - por exemplo Neosaldina e Coristina. A discussão está sendo iniciada dentro da Pró Genéricos para a posterior criação de uma agenda, a ser apresentada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão que regulamenta o setor e a quem cabe a elaboração das regras para que os
fabricantes de genéricos possam entrar nesses mercados, explicou o
vice-presidente da entidade, Odnir Finotti.

"Falta apenas metodologia. Tudo isso demanda regulamentações específicas e os
trâmites junto à Anvisa devem levar também uns dois anos, assim como em anticoncepcionais." Hoje, as companhias de genéricos já produzem alguns tipos de MIP, de longe o mercado mais importante em termos de faturamento, entre os nichos visados. Os MIP respondem por quase 30% das vendas de medicamentos no País, de mais de R$ 23 bilhões no total em 2006. Mas a fatia dos genéricos no segmento ainda é pequena.

Conforme dados do IMS Health, que audita o setor farmacêutico no varejo, entre
março de 2006 e fevereiro de 2007, os remédios de venda livre movimentaram R$ 6,16 bilhões no Brasil, sendo que R$ 262,85 milhões foram de genéricos MIP, o que representou 4,26% de participação. Em unidades, a fatia dos genéricos chegou a 7,38% do total de caixas de OTC comercializadas entre março de 2006 e fevereiro de 2007, de 509,47 milhões.

Se comparado em termos percentuais ao cenário geral, em que os genéricos detêm
em torno de 10% do mercado farmacêutico brasileiro, com mais de R$ 2,29 bilhões
em vendas no ano passado cheio, há ainda um grande potencial a ser explorado na
área de MIP.

Finotti disse que os genéricos ainda não estão em determinados nichos por causa
da maneira como se deu a sua introdução no Brasil. "O mercado de genéricos é muito novo. Foi criado em 1999 e começou a produzir em 2000. Primeiro, decidiram o que se poderia desenvolver no início e a ampliação para outras áreas faz parte da evolução do modelo."

Do ponto de vista técnico, disse, não haveria impedimento. Os genéricos são
cópias fiéis aos remédios de referência, isto é, têm bioequivalência e bastariam as definições específicas para as novas categorias, disse Finotti, lembrando que 80% das doenças mais comuns têm tratamentos com genéricos. Em classes terapêuticas como a de diabetes e hipertensão, por exemplo, existem genéricos de remédios com mais de uma substância ativa.

O executivo ressaltou também que a expansão é de interesse da saúde pública. A
diretora de relações externas do Grupo EMS-Sigma Pharma, Telma Salles, endossa a opinião. "Queremos ampliar o mercado de genéricos não apenas para crescer este mercado, mas para expandir o acesso da população aos medicamentos. Os genéricos são em média 40% mais baratos."

O grupo é um dos principais do mercado brasileiro de genéricos, ao lado da
Medley Indústria Farmacêutica, com a qual se reveza na liderança. As empresas, que já produzem alguns tipos de MIP, avaliam que em termos fabris não haveria problemas para concorrer em outros nichos do segmento de venda livre. "Do ponto de vista industrial, estamos prontos", disse Telma. Ana Carolina Lacchia, gerente de marketing de genéricos da Medley, afirmou que todas as categorias em que os genéricos já estão são bem exploradas e que hoje o crescimento se dá por conta de ganho de "market share". "Os produtos essenciais para doenças crônicas já foram lançados. É preciso estender o mercado."Como o assunto começa a ser discutido, não há ainda uma expectativa concreta dos laboratórios sobre aumento das vendas em decorrência da possível entrada em novos nichos. A Medley, que no ano passado reformulou todo o visual de sua linha de OTC genérico, viu seu faturamento no segmento saltar 77% por conta da reformulação, a R$ 99,36 milhões em 2006.

Em unidades, o crescimento foi de 95%, atingindo 14,18 milhões, ou 25% do total
das vendas unitárias de genéricos da empresa, segundo Ana Carolina.

Posição contrária

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de
Prescrição (Abimip), Nelson Mussolini, disse que a entidade é contra a expansão do segmento no mercado de MIP devido à própria essência dos genéricos.

Mussolini observou que eles foram criados para instalar a concorrência onde ela
não existia, no mercado de produtos que acabam de perder patentes. "A essência
do mercado de OTC é também justamente a de concorrência. Dificilmente se
encontra um MIP com patente. Eles são antigos e muito testados, por isso, são livres de receita e do controle de preços. Nesse mercado, as empresas investem pesadamente em publicidade para ganhar espaço e, se isso ocorrer, vão repensar esses investimentos."

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